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Automação de processos

Ligamos sistemas que não comunicam entre si e retiramos do dia a dia as tarefas que se repetem sempre da mesma maneira. Começa por medir onde o tempo se perde, e a medida do resultado é simples: horas devolvidas por mês e erros que deixam de acontecer.

Começa porMedir o processo
FerramentasEscolhidas caso a caso
Mede-se emHoras por mês
ÂmbitoTodo o país

O ponto de partida

O problema raramente é falta de software.

Na maior parte das empresas já existem programas a mais, não a menos. O que falta é ligação entre eles e uma regra clara para o que se repete. É por isso que a primeira coisa que fazemos é olhar para o processo, não para o catálogo de ferramentas.

O mesmo dado escrito três vezes

Chega por email, copia-se para uma folha de cálculo, volta a escrever-se no programa de faturação. Cada cópia é tempo perdido e uma oportunidade de erro.

Tarefas que dependem de alguém se lembrar

Enviar o seguimento, confirmar a marcação, avisar a equipa. Quando depende de memória, falha no dia em que houver mais trabalho.

Informação que ninguém consegue ver junta

O que decide o negócio vive espalhado por ficheiros, caixas de correio e conversas. Não é um problema de formato: é não haver uma fonte única.

Ferramentas

Não trazemos uma ferramenta preferida.

A escolha depende do caso: da maturidade digital da empresa, de quem vai manter aquilo a funcionar, do volume de operações, das restrições sobre onde os dados podem estar e do que já está pago e instalado. Chegar com a mesma resposta para todos é cómodo para quem vende e caro para quem compra.

O que pesa na decisão

Quem vai mexer nisto depois de nós. Quantas operações por dia. Se os dados podem sair da empresa. Que sistemas já existem e que interfaces disponibilizam. E quanto custa manter, não só construir.

O que evitamos

Montar uma solução que só nós conseguimos manter, obrigar a empresa a mudar de programas que funcionam, e acrescentar uma subscrição mensal para resolver uma tarefa que uma regra simples resolvia.

O trabalho

Medir, simplificar, automatizar — por esta ordem.

Automatizar um processo mau é ficar com um processo mau a funcionar mais depressa. Por isso a ordem importa, e por isso há casos em que a recomendação é não automatizar nada.

01

Medir

Acompanhamos o processo como ele acontece hoje e contamos o tempo real de cada passo. É aqui que aparecem as tarefas que ninguém sabia que custavam tanto.

02

Simplificar

Passos que existem por hábito são eliminados antes de se automatizar seja o que for. Muitas vezes é aqui que está metade do ganho, sem custo nenhum.

03

Automatizar

O que sobra e se repete sempre igual passa a correr sozinho, com a ferramenta escolhida em função do caso e com registo do que aconteceu.

04

Vigiar

Automação que ninguém vigia falha em silêncio. Fica sempre definido quem é avisado quando algo corre mal e como se retoma à mão.

Onde costuma valer a pena

O que se automatiza numa empresa pequena.

Não é o futuro da inteligência artificial: são tarefas concretas que consomem horas todas as semanas e que ninguém gosta de fazer.

Entrada de contactos

Um pedido que chega pelo site, por email ou por mensagem entra organizado no sítio certo, com a origem identificada e sem ninguém copiar nada.

Seguimento comercial

Avisos, lembretes e confirmações que deixam de depender de alguém se lembrar — e que param assim que a pessoa responde.

Documentos e faturação

Dados que passam de um sistema para outro sem cópia manual, com validação antes de gravar e registo de quem fez o quê.

Relatórios recorrentes

Aquele ficheiro que alguém monta todas as segundas-feiras passa a estar feito quando a pessoa chega.

Sincronizações

Stock, preços, disponibilidade ou marcações que existem em dois sítios e que hoje se desencontram.

Triagem de informação

Classificar, encaminhar e resumir o que entra, para que cada pessoa receba só o que lhe diz respeito.

O que não deve ser automatizado: decisões que exigem julgamento, exceções que acontecem uma vez por mês, e qualquer passo em que um erro silencioso saia caro. Nesses casos, automatiza-se a preparação e a decisão continua a ser de uma pessoa.

Fronteiras

Automação, software à medida ou inteligência artificial.

São coisas diferentes e custam valores muito diferentes. Saber qual é qual evita contratar o mais caro para um problema que o mais simples resolvia.

Automação

Move informação entre sistemas que já existem, seguindo regras fixas. É a resposta certa para a maior parte dos problemas do dia a dia, e a mais barata.

Software à medida

Quando o processo precisa de ecrãs próprios, utilizadores autenticados e uma base de dados que é o coração da operação.

Inteligência artificial

Quando é preciso interpretar linguagem, som ou imagem — ler um documento, perceber um pedido escrito, classificar uma fotografia.

Adequação

Para quem serve, e para quem não serve.

Faz sentido se

  • Há tarefas que se repetem sempre da mesma maneira, várias vezes por semana.
  • A mesma informação é escrita em mais do que um sítio.
  • Os sistemas que usa disponibilizam interfaces para comunicar entre si.
  • Existe alguém do lado de dentro que conhece o processo e pode decidir.

Não faz sentido se

  • O processo muda de cada vez que acontece. Aí automatiza-se o caos.
  • A tarefa acontece duas vezes por mês. O tempo poupado nunca paga o trabalho.
  • O objetivo é substituir pessoas em vez de lhes devolver tempo. Não é o que fazemos.
  • Os sistemas atuais são fechados e não disponibilizam forma de comunicar.

Como se organiza

Diagnóstico primeiro, depois um processo de cada vez.

Começamos por medir e delimitar, e entregamos isso por escrito: que processos existem, quanto tempo custam e quais compensam. Depois trabalha-se um de cada vez, para se ver o efeito antes de avançar para o seguinte.

Diagnóstico

Levantamento dos processos, tempo real de cada um e a lista do que compensa automatizar, por ordem de retorno. Fica consigo mesmo que não avance.

Implementação e vigilância

Um processo de cada vez, com medição antes e depois, alguém avisado quando algo falha, e documentação de como se retoma à mão.

Perguntas frequentes

O que nos perguntam antes de começar.

Que tarefas de uma PME se automatizam de facto?

As que se repetem sempre da mesma maneira: entrada de pedidos, seguimento comercial, passagem de dados entre sistemas, relatórios recorrentes e sincronizações. A regra prática é simples — se consegue escrever o passo a passo sem usar a palavra «depende», provavelmente automatiza-se.

Que ferramentas usam?

Não temos uma ferramenta preferida. A escolha depende da maturidade digital da empresa, de quem vai manter aquilo a funcionar, do volume de operações, das restrições sobre onde os dados podem estar e do que já está instalado. Chegar com a mesma resposta para todos os casos é cómodo para quem vende e caro para quem compra.

Preciso de substituir os programas que já uso?

Quase nunca. O objetivo é ligar o que existe, não recomeçar. Só recomendamos substituir quando um sistema não permite comunicar com o exterior e isso trava tudo o resto — e nesse caso dizemo-lo com o custo à frente.

Quanto tempo se poupa, na prática?

Depende do processo, e é por isso que medimos antes. O ganho aparece em horas por mês e em erros que deixam de acontecer — e em muitos casos metade vem só de eliminar passos desnecessários, sem automatizar nada.

A automação vai substituir pessoas?

Não é para isso que a fazemos, e dizemo-lo à partida. O que se automatiza são tarefas repetitivas que consomem tempo a quem podia estar a fazer o trabalho que exige julgamento. Quando o objetivo declarado é reduzir equipa, não é connosco.

Onde ficam os dados?

Onde a empresa quiser e puder, e isso é decidido no início porque condiciona a escolha técnica. Há casos em que tudo tem de ficar em infraestrutura própria; noutros, serviços externos são aceitáveis. O que não fazemos é decidir isso por si depois de já estar construído.

O que acontece quando algo falha?

Fica definido quem é avisado, com que informação, e como se retoma o processo à mão. Automação que ninguém vigia falha em silêncio, e uma falha silenciosa custa mais do que a tarefa manual que substituiu.

Quem mantém isto depois de vocês?

Fica documentado e fica em nome da empresa. Sempre que possível escolhemos soluções que a equipa interna consegue acompanhar; quando a complexidade justifica manutenção nossa, isso é dito antes e não descoberto depois.

Isto é inteligência artificial?

Na maior parte dos casos não, e ainda bem: são regras fixas, previsíveis e baratas de manter. A inteligência artificial entra quando é preciso interpretar linguagem, som ou imagem. Usar um modelo para mover um ficheiro de um sítio para outro é caro e menos fiável.

Por onde se começa quando tudo parece manual?

Pelo processo que dói mais e acontece mais vezes — normalmente é o mesmo. Medimos esse, resolvemo-lo, e a empresa vê o efeito antes de decidir o seguinte. Começar por cinco ao mesmo tempo é a forma mais comum de não acabar nenhum.

Primeiro passo

Conte-nos o que se repete todas as semanas.

Não precisa de trazer a solução nem o nome de nenhuma ferramenta. Descreva o processo como ele acontece hoje, incluindo a parte que toda a gente acha normal — costuma ser aí que está o tempo perdido.

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